Marketing de Afiliados – O que é e por onde começar?

Para quem trabalha com marketing digital, possivelmente já ouviu falar de marketing de afiliados. No entanto, poucos ainda sabem o que significa marketing de afiliados e o que é possível fazer com isso na prática. Embora esse seja um mercado que cresceu mais de 100% ao ano no Brasil nos últimos cinco anos, continua sendo um mercado pequeno quando comparado com outros nichos, como agências de marketing, produtores de conteúdo, serviços freelancer, etc. Ainda assim, as previsões apontam para que o mercado de afiliados continue se expandindo a um ritmo extremamente acelerado durante os próximos anos. Esses números são fruto de nosso trabalho com o evento Afiliados Brasil.

O mercado de marketing de afiliados é, na verdade, uma oportunidade tremenda para ganhar dinheiro na internet e continuará sendo durante muitos e longos anos. No entanto, e tal como acontece em outros mercados, existem profissionais que fazem as coisas do jeito certo e profissionais que fazem as coisas do jeito errado. Você precisará entender primeiro como tudo isso funciona e quais são as suas possibilidades, de modo a tentar extrair o máximo potencial dos seus projetos. Outra coisa importante é que marketing de afiliados não tem nada a ver com marketing multinível; são dois mercados totalmente diferentes.

O que é marketing de afiliados?

Marketing de Afiliados explicadoMarketing de afiliados é uma forma de você gerar rendimento através de um trabalho de partilha, recomendação e promoção de produtos ou serviços de outras pessoas ou empresas. Basicamente, quando você ajuda uma outra empresa a conseguir vender um produto, recebe uma comissão por esse trabalho. Existem várias formas de comissionamento, mas o conceito é semelhante em todas elas, ou seja, você promove algo em troca de uma fatia do valor dessa venda gerada.

O marketing de afiliados não é algo novo. Há centenas de anos que pessoas trabalham em modelos de comissão semelhantes, e os chamados comissionistas existem há centenas de anos. Um bom exemplo desse tipo de trabalho seriam os corretores imobiliários. Eles divulgam imóveis dentro e fora da internet, recebendo uma comissão sobre a venda daquele imóvel.

Na internet, esse modelo de comissão sobre as vendas é chamado de marketing de afiliados ou affiliate marketing (em inglês). O primeiro programa de afiliados na internet foi criado em 1996 pela Amazon e se chamava Amazon Associates. O programa continua existindo até hoje e foi um dos principais propulsores de crescimento da Amazon, uma vez que milhares de afiliados promoviam os produtos da empresa nos Estados Unidos, recebendo uma fatia sobre as vendas. Caso eles não gerassem vendas, a Amazon também não estaria investindo dinheiro nenhum com essa publicidade, uma vez que ela pagaria uma comissão somente por vendas realizadas.

O mercado de afiliados é tão extenso quanto a sua imaginação. Existem programas de afiliados e ofertas para promover em praticamente todas as áreas de negócio que se possa imaginar serem possíveis de trabalhar via internet. Isto significa que, por meio da internet, você pode promover ofertas de outras pessoas e empresas em seus sites e blogs, e usar isso como uma forma de rentabilizar os seus conteúdos e tráfego.

Vantagens de trabalhar com marketing de afiliados

Existem inúmeras vantagens para você trabalhar com marketing de afiliados, mas a principal é que você não tem de se preocupar em criar um produto para vender na internet. Já alguém criou esse produto e você pode se tornar afiliado desse produto, promovendo-o por meio de links de afiliado e enviando tráfego através desses links para esse mesmo produto. A partir desse momento, sua responsabilidade termina. O produtor, ou dono do produto, passa a ser a pessoa responsável por enviar a mercadoria para o comprador e manter esse cliente satisfeito. Você receberá uma comissão por ter gerado essa venda, mas não é responsável por absolutamente mais nada.

Dentre as várias vantagens de trabalhar com marketing de afiliados, diria que a mais interessante é o potencial de rentabilização desse mercado. Existem produtos que pagam comissões altíssimas, recorrentes, por clique, por venda, por impressão, etc. Existem também afiliados que trabalham na divulgação desses produtos através de plataformas de publicidade e outros que aproveitam os programas de afiliados como forma de rentabilizar o tráfego dos seus sites e blogs. Ambos os modelos são perfeitamente viáveis e geram resultados.

O bom do marketing de afiliados é que você não precisa de criar absolutamente nada. Caso você pretenda, é possível ganhar muito dinheiro trabalhando com esse mercado, promovendo ofertas de produtos, sem que na realidade você tenha de criar um blog, site ou outra coisa qualquer. Existem afiliados ganhando muito dinheiro e a única coisa que fazem é anunciar no Facebook, Google AdWords e native ads. Há também quem prefira usar estratégias mais avançadas, como  comprar tráfego para promover programas de afiliados.

Em resumo, você tem dois caminhos possíveis para trabalhar com marketing de afiliados: criando sites e blogs, trabalhando com conteúdo e rentabilizando seu tráfego através de programas de afiliados, ou anunciando diretamente as ofertas de afiliados através de plataformas de publicidade como o Facebook, Google, native ads ou compra de tráfego.

Independentemente do modelo que você escolher, o importante é que seus resultados sejam positivos. Não existem modelos melhores ou piores. Há imensos profissionais ganhando muito dinheiro em ambos os modelos, portanto, você deverá optar por aquele que faz mais sentido para você e para a sua estratégia de marketing digital.

Modelos de comissão em marketing de afiliados

No mercado de marketing de afiliados, existem diferentes modelos de comissão, que variam consoante o objetivo de marketing da empresa ou produtor. Ao contrário do que muitas vezes se pensa e fala, existem programas de afiliados não apenas para produtos físicos ou digitais, mas também para ações e contatos. Se o objetivo de marketing de uma empresa for gerar cadastros de potenciais interessados em comprar um produto, por exemplo, essa empresa pode lançar um programa de afiliados que paga um valor fixo para cada cadastro realizado. A empresa não estaria promovendo um produto, mas sim uma ação específica, que no caso seria o usuário preencher o formulário de cadastro.

Existem também diferenças nas estratégias de divulgação de um afiliado, quando objetivo são ações ou conversões. Cada objetivo de marketing e modelo de comissão obrigam, automaticamente, a adoção de uma estratégia de divulgação diferente. Ao entrar nesse mercado, você deverá procurar pelos modelos de comissão que fazem mais sentido para você e para a sua estratégia de marketing digital.

CPC (custo por clique)

O modelo de comissão em CPC (custo por clique) é um dos mais antigos da internet também. Quando em 23 de outubro do ano 2000, a Google decidiu lançar o Google AdWords, esse modelo de comissão passou a ser amplamente utilizado no mundo. Juntamente com o Google AdWords, a Google lançou o programa Google Adsense, que é nada mais, nada menos, do que um programa de afiliados que paga por clique em anúncios de texto ou imagem.

Neste modelo de comissão por CPC, o afiliado recebe um valor fixo ou variável para cada vez que o banner publicitário ou o link de texto receberem um clique de um usuário. Esse modelo tem a vantagem de que o afiliado não está dependente do resultado final, ou seja, do usuário comprar o produto, mas tem a desvantagem de ser um modelo difícil de escalar, uma vez que para ganhar muito dinheiro seriam necessários centenas de milhares de cliques.

CPM (custo por mil impressões)

O modelo de comissão por mil impressões foi amplamente difundido quando a internet chegou ao público em geral. Nesse modelo de comissão, o afiliado recebia um valor fixo a cada mil impressões de um banner publicitário, independentemente de o usuário clicar no banner ou não. Logicamente, na década de 80 e 90, o número de cliques em banners publicitários era altíssimo, com taxas de cliques a chegar a 96%, o que invariavelmente fazia com que a maioria dos usuários clicasse nos anúncios.

Esse modelo passou a ser utilizado em praticamente todos os grandes portais e órgãos de comunicação, que vendiam seus espaços publicitários no modelo de CPM a seus anunciantes, porque consideravam que o usuário que navegava em seus sites já estava sendo impactado por esses anúncios, simplesmente por visualizá-los, mesmo que não clicasse. Ainda hoje, o valor de CPM é utilizado em plataformas de anúncios como o Facebook e Google AdWords e é uma métrica extremamente importante de análise de desempenho e custo. Além do mais, é impossível definir a taxa de cliques (CTR) de um anúncio sem termos em consideração o número de impressões dele.

CPA (custo por ação)

O modelo de comissão por ação, muito conhecido como modelo de comissão por CPA, é um dos mais populares e eficazes modelos de comissão em marketing de afiliados. Neste modelo, o afiliado só recebe a sua comissão quando o usuário clica no banner ou no link e realiza uma ação específica, que poderá ser o preenchimento de um formulário, a compra de um produto ou outra ação qualquer.

Por norma, o modelo de CPA está associado à compra de produtos, em que o produtor partilha um valor de comissão fixo pera geração de vendas do seu produto. Este modelo é um dos que paga melhor, e existem vários programas de afiliados oferecendo valores de CPA muito altos, com comissões alcançando $800 dólares de comissão em CPA.

CPV (custo por venda)

O modelo de comissão sobre as vendas é extremamente utilizado em programas de afiliados de e-commerces. O programa de afiliados da Amazon, por exemplo, trabalha num modelo de comissão por CPV, em que o afiliado recebe uma comissão de 3% e 7% sobre as vendas geradas no e-commerce da Amazon. Este modelo é extremamente interessante de trabalhar, pois ao direcionar um usuário para comprar na Amazon, você recebe uma comissão sobre todas as compras realizadas por aquele usuário, e não importa se ele comprou os tênis que você sugeriu ou não.

Para quem trabalha com marketing de afiliados, este modelo de comissão é bastante interessante, porque você recebe sobre todas as compras que o usuário realiza durante a sua sessão depois de clicar em seu banner publicitário ou seu link de afiliado.

CPL (Custo por lead)

O modelo CPL é extremamente utilizado em negócios B2B, em que o objetivo é captar contatos de potenciais novos clientes. Neste modelo de comissão, por regra, o afiliado recebe um valor fixo a cada lead gerado. Este modelo é também muito utilizado em aplicativos mobile, como por exemplo a Uber, que paga uma comissão fixa a cada cadastro gerado em seu aplicativo.

Outros exemplos para um modelo de comissão por lead seriam empresas recrutadoras que estão procurando profissionais para preencher uma determinada vaga de emprego, empresas que buscam obter mais pedidos de orçamento, empresas que pretendem gerar mais cadastros na versão Trial do seu software, etc. Em todos esses casos, o afiliado recebe uma comissão fixa por gerar essa lead, independentemente de esse lead virar um cliente ou não.

CPI (custo por instalação)

O modelo de comissão CPI só apareceu quando começaram a surgir os smartphones e aplicativos móveis. É um modelo de comissão voltado para tráfego mobile, em que o afiliado recebe uma comissão fixa por gerar instalações de um determinado aplicativo. Existem várias empresas dedicadas a esse nicho de mercado, com dezenas de ofertas de aplicativos diferentes e em áreas diferentes, que o afiliado poderá promover em seu tráfego mobile.

O objetivo nesse tipo de modelo de comissão é gerar a instalação do aplicativo no smartphone do usuário, ainda que o usuário venha a usar ou não esse aplicativo. O afiliado recebe sua comissão pela instalação e não pela utilização do aplicativo.

RVS (revenue share ou partilha de receita)

O modelo de partilha de receita, mais conhecido por Revenue Share, é um modelo de comissão em que o afiliado recebe uma comissão percentual sobre as aquisições realizadas pelos usuários. Este modelo é extremamente utilizado em sites de apostas esportivas, sites de pornô, relacionamentos, investimentos em ações, forex, etc.

Este modelo de comissão é extremamente interessante, porque é recorrente, ou seja, quando o afiliado gera um usuário para um site de relacionamentos e esse usuário compra uma assinatura. Sempre que ele renovar a assinatura, o afiliado recebe sua comissão. Quando o usuário cancelar a assinatura, o afiliado deixa de receber suas comissões.

Dúvidas frequentes em marketing de afiliados

Para quem está começando a trabalhar com marketing de afiliados, possivelmente terá alguma das dúvidas seguintes. São perguntas frequentes que muitos dos novos afiliados fazem, no sentido de entenderem como esse mercado funciona e quais são as reais possibilidades. Trabalhar com afiliação é extremamente interessante, mas é necessário que você entenda como tudo isso funciona.

Para ajudar você a atalhar caminho e não perder tempo buscando por informações que esclareçam suas dúvidas, compilei algumas das principais dúvidas que novos afiliados costumam ter e que provavelmente você terá também. Veja:

  • Trabalhar com marketing de afiliados é ilegal?
    Embora não exista legislação específica para o marketing de afiliados, ele não é ilegal. Trabalhar com afiliados não é ilegal, muito menos você estará enganando pessoas (como muitos pensam). Você simplesmente terá de declarar os rendimentos provenientes do seu trabalho, como faz com qualquer outro tipo de negócio.
  • Posso usar programas de afiliados e anúncios do Google Adsense em simultâneo?
    Pode sim. De acordo com os termos de condições do programa Google Adsense, você pode utilizar programas de afiliados em seus sites e blogs, em simultâneo com a apresentação de anúncios do Google Adsense. Embora os programas de afiliados paguem muito melhor que o Adsense, é comum você ver sites e blogs que usam ambas as formas de monetização.
  • Como encontro programas de afiliados para promover?
    Existem várias plataformas de afiliados que incluem programas de afiliados de várias empresas para você promover. Outra possibilidade é você realizar uma busca no Google pelo nome da empresa, seguido de programa de afiliados ou “affiliate program”. Embora nem todas as empresas ofereçam um programa de afiliados; a grande maioria já trabalha com esse mercado.
  • É preciso ter um blog para trabalhar com marketing de afiliados?
    Não necessariamente. Você pode trabalhar a divulgação de seus links de afiliado em campanhas de anúncios no Facebook, Instagram, Google AdWords, Taboola, Outbrain e outras plataformas de anúncios. Você também poderá comprar tráfego para promover seus programas de afiliados, por exemplo. Existem muitos afiliados que não trabalham com blogs, muito menos com conteúdo ou SEO.
  • Quanto preciso pagar para ser afiliado de uma empresa?
    Não precisará pagar nada. Diria que 100% das empresas que oferecem um programa de afiliados não cobram absolutamente nada para você entrar e começar a promover os seus produtos. No entanto, poderá acontecer que você não seja aceito num determinado programa de afiliados, por essa empresa considerar que você não se enquadra no tipo de afiliado que ela procura.
  • É possível ganhar dinheiro promovendo programas de afiliados?
    Lógico que sim. Existem afiliados profissionais que trabalham com divulgação de programas de afiliados há muitos anos, ganhando mais de R$20.000 por mês em comissões. Logicamente, a grande maioria do mercado ganha uma fração disso. No entanto, tal como em qualquer outro tipo de negócio, você precisa trabalhar muito para se destacar e realmente ganhar muito dinheiro.
  • Marketing de afiliados é o mesmo que assistir a publicidade ou clicar em anúncios?
    Não! Por favor não confunda marketing de afiliados com esse tipo de oferta. Diria que 100% das ofertas que existem na internet para você ficar assistindo anúncios ou clicando em publicidade são fraude. Isso não é marketing de afiliados. Fique longe desse tipo de ofertas.

Vantagens e desvantagens de trabalhar com marketing de afiliados

Ao contrário do que possa parecer, o mercado de marketing de afiliados não é somente vantagens. Existem também algumas desvantagens em relação a outros nichos de mercado. Entender essas diferenças é fundamental para você não entrar nesse mercado com as expectativas desalinhadas com a realidade e não se frustrar lá na frente.

As grandes vantagens de trabalhar com marketing de afiliados são:

  • Custo reduzido para começar. Praticamente todos os programas de afiliados são gratuitos, o que significa que você pode se inscrever e começar a divulgar já hoje as ofertas dessas empresas. Como você trabalha como afiliado, não precisa se preocupar com o relacionamento com esses clientes. Quem trata disso é a empresa da qual você é afiliado, então que você terá imenso tempo para trabalhar em suas estratégias.
  • Não precisa criar seu produto. Outra das grandes vantagens do marketing de afiliados é que você não precisa criar seus próprios produtos, montar seu e-commerce, etc. Você simplesmente pega algo que alguém já criou e sai divulgando com seu link de afiliado. Você recebe comissões sobre as vendas que você gerar sem necessidade de criar nada.
  • Não é necessário um treinamento especializado. Todo o conhecimento que você necessita para trabalhar como afiliado está disponível na internet. Você não precisa fazer faculdade ou algum treinamento especializado, exceto se você quiser realmente aprender como alguns profissionais fazem.
  • Não é necessário relacionar-se com os clientes. Como você não é o proprietário do produto ou da empresa, seu objetivo é apenas gerar vendas ou leads, o que significa que todo o trabalho de retenção e conversão é responsabilidade da empresa ou do produtor. Seu trabalho é outro e você não precisa se preocupar com isso.
  • É possível acompanhar tudo em tempo real. Em marketing de afiliados é possível acompanhar tudo em tempo real, sejam cliques, vendas, leads, etc. Todas as suas iniciativas de divulgação, podem ser acompanhadas em tempo real nas plataformas de afiliados que você utiliza, o que certamente ajudará você a tomar decisões mais rápido.

As grandes desvantagens de trabalhar com marketing de afiliados são:

  • Demora tempo para gerar resultado. Como falei anteriormente, trabalhar como afiliado é algo que demanda bastante tempo. Em muitos programas de afiliados, você precisará gerar uma grande quantidade de vendas para conseguir ganhar algum dinheiro.
  • Você precisa entender de tráfego. Se você não entende nada de marketing digital e geração de tráfego, provavelmente você terá grandes dificuldades para se sair bem como afiliado. Uma boa parte do sucesso com marketing de afiliados está na capacidade de gerar tráfego de qualidade, seja ele orgânico ou pago.
  • Você precisa entender de publicidade. Independentemente de você gerar comissões de afiliado com seu site ou blog, você sempre precisará entender de publicidade e como fazer anúncios nas mídias sociais, Google AdWords ou plataformas de native ads. Se você não entende nada disso, poderá ter dificuldades para trabalhar com marketing de afiliados.
  • Você precisa entender de blogs. Você não precisa saber de programação, mas será importante você saber como usar seus links de afiliado, o que são links nofollow, como publicar banners publicitários em seu blog, etc. Todas essas coisas serão importantes para trabalhar com marketing de afiliados.
  • Você precisa se adaptar rápido. Muitos programas de afiliados têm grandes restrições no tocante à divulgação. Muitos não permitem que você faça publicidade em redes sociais, outros não permitem campanhas de e-mail marketing, etc. As próprias redes de publicidade mudam constantemente as suas regras, o que significa que você terá de se adaptar rapidamente e procurar por novas soluções para continuar gerando resultados.
  • Levantamentos por objetivos. Uma boa parte dos programas de afiliados só permite que você saque suas comissões depois de atingir um determinado valor. O Google, por exemplo, só emite pagamentos do Google Adsense a partir de $70 dólares de comissão. Para quem está começando, isso pode ser um problema.

Agora que você entendeu as vantagens e desvantagens de trabalhar como afiliado, vamos ver algumas regras e estratégias importantes a ter em consideração antes de começar a trabalhar nessa área.

Regras e estratégias para trabalhar com marketing de afiliados

Se você está começando ou já trabalha com marketing de afiliados, é importante entender que existe um conjunto de regras e estratégias que normalmente chamamos de boas práticas. Entender esse mercado é fundamental para ter sucesso trabalhando com ele. Independentemente de você ter sites e blogs ou preferir trabalhar com divulgação de programas de afiliados, entender as boas práticas vai fazer com que você evite erros desnecessários.

1. Escolha primeiro a melhor estratégia

Para trabalhar com marketing de afiliados, existem apenas duas estratégias possíveis: ou você trabalha a divulgação em seus sites e blogs ou você faz a divulgação diretamente em plataformas de anúncios. Não existe outra forma de se trabalhar com afiliação além desses duas. Portanto, o mais importante é você decidir antecipadamente se pretende desenvolver sites e blogs, que vão exigir conteúdo e um bom trabalho de SEO, ou se você pretende partir para a divulgação através de anúncios no Facebook, Google AdWords ou plataformas de native ads.

2. Escolha bem o produto a promover

Nem todos os produtos são bons. Isso é um fato. Se você pretende divulgar um produto que é considerado pelo público uma enganação ou fraude, tenha cuidado. Antes de começar a promover qualquer produto, faça uma busca no Google e procure por testemunhos de clientes. Veja a página de Facebook do produto, olhe as reclamações no Reclame Aqui, etc. Escolher bem o produto que você vai promover fará toda a diferença nos resultados das suas ações de marketing de afiliados. Além do mais, um bom produto tende a perpetuar durante mais tempo.

3. Entenda seu público primeiro

Se você tem um blog sobre automóveis e sai divulgando programas de afiliados sobre como perder peso, porque você acha que todo mundo precisa emagrecer, é bem provável que não vá funcionar. Entender seu público e como ele se comporta dentro do seu site ou blog é fundamental para o sucesso das suas campanhas de marketing de afiliados. Quanto mais relevantes seus anúncios forem para a sua audiência, maiores serão as suas chances de ser bem sucedido. Se você imaginar que até o Google tornou seus anúncios contextualizados com o conteúdo de sites e blogs, você entende a importância de ser relevante.

4. Crie conteúdo relevante sobre os produtos

Se você acha que basta colocar um banner publicitário na barra lateral do seu blog para começar a ganhar dinheiro com marketing de afiliados, está redondamente enganado. Seu público é bastante mais exigente do que isso e você estará simplesmente menosprezando a sua própria autoridade. Lembre-se de que uma das armas mais poderosas da internet é o poder da recomendação. Se seus leitores gostam dos seus conteúdos e gostam de você enquanto profissional, as suas recomendações terão um poder muito maior do que qualquer outra coisa que você faça.

Nesse sentido, é recomendável produzir conteúdo relevante sobre os produtos que você está promovendo em seu site ou blog. Isso significa escrever reviews detalhados sobre esses produtos, indicando os prós e contras dos produtos, as vantagens de usá-los e porque você recomenda esses produtos para o seu público. Esse tipo de recomendação tem um poder incrível junto de um público fortemente engajado.

5. Anúncios também precisam ser relevantes

Ao contrário do que muitos afiliados acham, anúncios também precisam ser relevantes para o seu público-alvo. Existem imensos afiliados que promovem produtos através de anúncios de Facebook, Google AdWords e native ads, sem se preocuparem minimamente com a relevância do produto para o público-alvo. Muitos deles utilizam inclusive estratégias de copywriting com o objetivo de enganar esse público e levá-lo a clicar nos anúncios.

Embora isso possa funcionar numa estratégia de curto prazo, a realidade é que a longo prazo será difícil manter seu negócio funcionando, pela simples razão de que esse afiliado precisará, constantemente, criar novas páginas, novas contas de anúncios e novas formas de divulgar esses produtos. No final, ele não terá absolutamente nada e ficará dependente desses produtos. Não recomendo que você faça isso. Pense numa estratégia de longo prazo, sustentável e com uma comunicação simples, objetiva e relevante para o seu público-alvo.

6. Teste diferentes ofertas e programas

Se um determinado programa de afiliados está rendendo uma boa grana, isso não significa que você não pode testar outras ofertas. Na realidade, testar é importantíssimo em tudo o que tenha a ver com marketing digital; e o marketing de afiliados não é diferente. Procure escolher entre três e quatro programas de afiliados para promover, fazendo sempre testes de conversão com cada um deles.

Os programas de afiliados não são todos iguais, e o nível de conversão deles também não. Basta uma página de venda do produto diferente para o volume de conversão ser muito maior, ou vice-versa. Existem também programas de afiliados que pagam comissões todas as semanas, outros que só pagam mensalmente, etc. Existem também programas com modelos de atribuição de comissão no primeiro clique, último clique, com cookie de 30 dias, cookie de sete dias, cookie de 24 horas e por aí adiante. Todas essas coisas fazem uma diferença tremenda nos resultados que você vai gerar com suas estratégias, razão mais do que suficiente para você testar vários e comparar seus resultados.

7. Seja paciente

Quando falamos de marketing de afiliados, paciência é um termo importante, especialmente se a sua estratégia passar por escrever conteúdo relevante e trabalhar com programas de afiliados em seus sites e blogs. Demoramos alguns anos para começar a ganhar dinheiro de forma significativa com sites e blogs.

O mesmo acontece quando você começa a trabalhar com publicidade, anunciando as ofertas diretamente. É bem provável que você gaste imenso dinheiro inicialmente até encontrar o jeito certo de converter seus anúncios em vendas. Isso é perfeitamente normal e muito comum nesse mercado, portanto, considere aprender o máximo sobre marketing de afiliados, conversão, publicidade, etc., e vá testando o máximo que puder até encontrar a fórmula perfeita para o tipo de produto que você está divulgando.

8. Utilize diferentes fontes de tráfego para promover seus produtos

É comum a grande maioria dos afiliados profissionais ficar presa a estratégias que funcionam. Quando se encontra uma estratégia que dá resultado, a tendência é usar somente essa estratégia até à exaustão. No entanto, tenha em consideração que existem diferentes formas de promover programas de afiliados, sendo altamente recomendável você diversificar suas fontes de tráfego e, principalmente, a forma como você promove programas de afiliados.

Tal como em outros mercados, no marketing de afiliados a diversificação pode ser crucial para fazer seu negócio sobreviver e crescer. Nunca faça sua estratégia depender de uma única fonte de tráfego e/ou de uma única estratégia de divulgação, caso contrário, é bem provável que você acabe se dando mal no futuro. Utilize diferentes fontes de tráfego para promover seus produtos e compare cada uma das suas estratégias.

Tipos de abordagens ao marketing de afiliados

O marketing de afiliados tem diferentes ramificações, o que significa que existem afiliados profissionais, sejam eles pessoas ou empresas, trabalhando de formas totalmente diferentes e gerando excelentes resultados. Esse mercado permite a criação de negócios digitais totalmente diferenciados e você deverá optar por aqueles em que se sente mais confortável. Vamos analisar as diferentes abordagens existentes ao marketing de afiliados:

Sites de conteúdo e tráfego orgânico

Existem muitas empresas dedicadas à criação de sites de conteúdo, que são rentabilizados com programas de afiliados. Imagine uma empresa de mídia grande, com dezenas de sites em vários países, todos eles com milhões de visitas todos os meses. Existem também afiliados profissionais que fazem isso numa escala menor, mas ainda assim extremamente rentável. Esses sites são alimentados essencialmente de tráfego orgânico e de tráfego vindo de mídias sociais.

Sites de comparação e reviews de produtos

Esse tipo de site também é extremamente popular no mercado de marketing de afiliados, principalmente os sites de cupons, que comparam os preços de milhares de produtos em dezenas de lojas diferentes e levam o usuário a comprar o produto numa determinada loja, através de links de afiliado. Outros exemplos seriam sites que fazem reviews de celulares, notebooks, etc. O mesmo se aplica a sites e blogs menores, que comparam diferentes tipos de produtos.

Sites de aplicativos móveis

O mobile tem crescido a um ritmo alucinante e, com ele, começaram a surgir diferentes tipos de sites e blogs que comparam aplicativos móveis e fazem reviews desses apps. Todos esses sites são rentabilizados com programas de afiliados, que pagam comissão sobre as instalações ou downloads desses aplicativos.

Sites de nicho

Nichos de mercado pequenos também são extremamente interessantes de rentabilizar por meio de marketing de afiliados. Imagine um blog sobre viagens, sobre receitas, sobre moda, etc. Todos esses projetos de nicho podem e devem ser rentabilizados com programas de afiliados. Existem imensos afiliados profissionais utilizando sites e blogs em nichos de mercado bem pequenos, mas faturando muito dinheiro em comissões.

Divulgação de infoprodutos

Os chamados infoprodutos, ou produtos digitais, são também uma excelente forma de trabalhar com marketing de afiliados. Existem várias plataformas que oferecem esse tipo de produtos e também muitos afiliados trabalhando na divulgação, recebendo comissões extremamente elevadas pelas vendas geradas. Este é um mercado que está crescendo imenso no Brasil.

Publicidade paga

Como vimos anteriormente, uma outra forma de você trabalhar como afiliado é fazendo a divulgação diretamente por meio de publicidade paga, sejam anúncios no Facebook, no Google AdWords, Taboola, Outbrain ou outras plataformas de anúncios. Muitos afiliados profissionais ao redor do mundo trabalham somente com publicidade paga. Eles não criam absolutamente nada, exceto os anúncios para divulgação das ofertas de afiliado.

Como começar a trabalhar com Marketing de Afiliados

Se o seu objetivo é começar a trabalhar com marketing de afiliados, mas não faz ideia de por onde começar, o melhor é ler os pontos que coloquei logo abaixo. No entanto, não se esqueça que para ter sucesso como afiliado, você precisará de uma grande dose de dedicação e disciplina. Um bom planejamento e uma boa estratégia, farão tudo o resto.

  1. Desenvolva uma estratégia sólida. Comece por criar uma estratégia baseada no questionamento. Que problemas você pretende resolver? Em que nicho de mercado você pretende trabalhar? Que tipo de abordagem você pretende fazer a esse público-alvo? Responda a essas perguntas e, com elas, defina a sua estratégia inicial. Comece por planejar suas ações antes de executar qualquer uma delas. Isso fará uma grande diferença no resultado final.
  2. Procure ofertas de afiliado. Depois de escolher seu nicho de mercado, você precisa procurar por programas de afiliados existentes nesse mesmo nicho. Identifique os produtos mais rentáveis e se inscreva como afiliado desses produtos. Não se esqueça de fazer uma avaliação primeiro dos produtos e entender se eles têm qualidade e correspondem às expectativas do público.
  3. Defina seu modelo de atuação. Pretende criar um site, um blog ou trabalhar como anunciante? Você quer criar um blog de nicho ou um site comparador de produtos? Dependendo da estratégia que você definir, seus próximos passos serão totalmente diferentes.
  4. Construa uma marca. Independentemente de você criar um blog pequeno num nicho específico ou um site grande para divulgação de milhares de ofertas, é importante você construir sua marca. Uma marca forte, consistente e facilmente identificável pelo seu público tem maior tendência para perpetuar no tempo, se comparada com sites criados apenas com o objetivo de gerar cliques. Acrescentar valor ao seu público-alvo fará com que as suas conversões sejam bem melhores.
  5. Estude mais sobre SEO e tráfego. Você precisará dominar a arte da otimização para motores de busca e geração de tráfego. Dominando o tráfego orgânico e o tráfego pago, você terá uma vantagem competitiva muito grande em relação à grande maioria dos afiliados que trabalha nesse mercado.
  6. Estude mais sobre publicidade paga. Entender como funciona a publicidade paga poderá ser uma grande vantagem em sua estratégia de marketing de afiliados. Dominar ferramentas como o gestor de anúncios do Facebook, a plataforma do Google AdWords ou a compra de tráfego pago será um fator decisivo no momento em que você decidir escalar o seu negócio.
  7. Seja criativo. Faça seu trabalho de casa primeiro. Analisar seus concorrentes e entender como eles trabalham fará com que você consiga se antecipar mais facilmente e pegar uma boa fatia desses mercados. Acompanhe o que outros estão fazendo e seja criativo no momento de escrever seus conteúdos, gravar seus vídeos ou criar seus anúncios. Abordagens diferentes quase sempre geram melhor resultado.
  8. Teste, teste e teste. No marketing não existem verdades absolutas. Aquilo que funciona para mim, possivelmente não vai funcionar para você. Questione tudo o que você lê e ouve…e teste. Teste sempre. Quanto mais você testar, maiores serão as suas chances de ser bem sucedido enquanto afiliado. O melhor produto, não é, necessariamente, aquele que gera mais vendas. A melhor plataforma de afiliados não é, necessariamente, aquela de que toda a gente fala. Esse mercado é muito grande e as oportunidades são inúmeras. Teste tudo!
  9. Mensure, mensure e mensure. De pouco adianta você ter uma estratégia fantástica e um planejamento extremamente sólido, se você não mensura os seus resultados. Olhar para as métricas é fundamental para entender o comportamento do seu público em relação às suas ações de marketing. Analise ao milímetro cada uma das suas ações para entender o que você pode fazer para melhorar suas conversões.
  10. Escalar, escalar e escalar. Depois de encontrar um modelo eficaz para divulgação de programas de afiliados, que gera um ROI (retorno sobre o investimento) positivo para o seu negócio, você deve escalar ao máximo esse modelo. Isso pode significar aumentar o tráfego, o budget para publicidade ou a internacionalização do seu modelo para outros países. Não interessa como você vai fazê-lo, o importante é fazer.

Marketing de Conteúdo – Tudo que você precisa saber para se tornar um especialista no assunto

Que o Marketing Digital deixou de ser uma tendência de mercado para se tornar um investimento indispensável na maioria das empresas você já sabe, certo? Quem quer continuar relevante para seus clientes na atualidade, precisa ter visibilidade online.

Por isso, o ponto hoje não é mais a necessidade de estar na internet, mas como se colocar nela para ganhar a atenção do público e se destacar em meio à concorrência, que já está lá.

Você precisa adotar as melhores e mais modernas estratégias de aquisição de clientes, sendo o principal elemento de uma estratégia de Inbound Marketing. Uma das principais é o Marketing de Conteúdo, que é usado e recomendado pelos maiores especialistas do mundo.

Se você ainda não conhece o Marketing de Conteúdo ou não domina essa estratégia por completo, preparamos esse guia definitivo para que você aprenda tudo o que precisa saber para se tornar um especialista nesta metodologia também.

  • O que é Marketing de Conteúdo
  • A metodologia Inbound
  • Benefícios do Marketing de Conteúdo
  • Visão Geral de uma estratégia de conteúdo
  • Planejamento
  • Execução
  • Mensuração
  • Ferramentas

O que é Marketing de Conteúdo?

Marketing de Conteúdo é uma maneira de engajar seu público-alvo e crescer sua rede de clientes e potenciais clientes por meio da criação de conteúdo relevante e valioso.  Você atrai, envolve e gera valor para as pessoas de modo a criar uma percepção positiva da sua marca e, assim, gerar mais negócios.

Bom, essa é a definição que usamos aqui na Rock Content. Inclusive é a definição que  apresentamos a nossos clientes para explicar o conceito..

Mas, para deixar ainda mais claro na sua mente, vou destrinchá-lo e explicá-lo em detalhes agora:

“Marketing de Conteúdo é uma maneira de engajar com seu público-alvo e crescer sua rede de clientes e potenciais clientes…”

Primeiro, você precisa entender que foi-se aquele tempo em que éramos obrigados a assistir passivamente aos comerciais de TV. Hoje, o público possui mais poder do que nunca para escolher o conteúdo que quer consumir e como responder a ele. E você tem o poder e o conhecimento para produzir exatamente o conteúdo que o seu público deseja.

“…através da criação de conteúdo relevante e valioso…”

Profissionais tradicionais têm dificuldade em parar de falar de seus produtos e focar no desejo do público, que é um conteúdo realmente útil para ele. O bom conteúdo não é focado em vender, mas em trazer algum benefício para quem o lê, como resolver um problema, esclarecer uma dúvida ou ensinar algo. A venda é apenas uma consequência desse processo.

“…atrai, envolve e gera valor para as pessoas…”

O conteúdo que você cria não é apenas útil, mas passa a mensagem certa ao público certo no momento que ele mais precisa! Você supera as expectativas provendo um conteúdo tão incrível que seu público vai querer compartilhá-lo com outras pessoas.

“…de modo a criar uma percepção positiva da sua marca e assim gerar mais negócios.”

Essa é a parte mais legal! Como você ajudou seu público no momento em que ele precisava, o público passa a ter uma visão positiva sobre a sua marca. E as pessoas são mais propensas a fazer negócios com marcas que conhecem e gostam do que com marcas desconhecidas.

O objetivo final do marketing é esse: sempre trazer resultados positivos para a empresa! E, com o Marketing de Conteúdo, esse objetivo pode ser alcançado.

Como? Vou explicar melhor agora.

A metodologia Inbound

O Inbound Marketing é a principal estratégia de Marketing Digital da atualidade. E, dentro dele, está o Marketing de Conteúdo. Neste tópico vamos mostrar como os princípios do Inbound fazem toda a diferença na estratégia de conteúdo.

Para falar dos benefícios e da importância do Marketing de Conteúdo, é fundamental entender antes o que é a metodologia Inbound.

Inbound Marketing é qualquer estratégia de marketing que busque captar o interesse das pessoas de forma não invasiva ou interruptiva.

Ao contrário das propagandas agressivas que jogam anúncios na cara das pessoas quando elas não estão preparadas, seu objetivo é atrair o público sutilmente.

Você deixa que ele venha até sua empresa no tempo dele e dê permissão para que você passe a sua mensagem. Por isso o Inbound também chamado é chamado de marketing de atração.

Para conseguir fazer isso, o Inbound se baseia em quatro pilares:

  • Atrair: por meio de conteúdo relevante, o inbound atrai visitantes interessados no negócio;
  • Converter: aqui, o intuito é transformar visitantes em leads, aproximando-os mais do seu negócio e transformando-os em potenciais vendas;
  • Vender: seu lead está interessado no produto ou serviço que sua empresa oferece? Este é o momento de mostrar que sua solução é a melhor e fechar a venda;
  • Encantar: a relação entre sua empresa e seu cliente não termina após a compra. O Inbound prega um relacionamento duradouro, em que você ofereça todo o suporte necessário, além de encantar o cliente com materiais interessantes e um atendimento competente.

Basicamente, o que você precisa saber é que fazer Marketing de Conteúdo é seguir a metodologia Inbound.

Ou seja, é atrair seu público de forma a ganhar sua confiança e conquistar seguidores fiéis para sua marca. Mas existem vários outros benefícios do Marketing de Conteúdo para seu negócio, como eu vou explicar agora.

Benefícios do Marketing de Conteúdo

Por que usar Marketing de Conteúdo? Neste tópico vamos mostrar as principais vantagens da estratégia para sua empresa atingir os objetivos de negócio.

Para você ter uma ideia da importância do Marketing de Conteúdo, 71% das empresas brasileiras já adotam essa metodologia na sua estratégia de aquisição de clientes e 68,9% das que ainda não utilizam pretendem adotá-la em breve.

Esses são dados da edição 2017 da Content Trends, a maior pesquisa sobre Marketing de Conteúdo do país.

De acordo com os números, a maioria absoluta das empresas do Brasil já viu os benefícios dessa metodologia.

Mas por que essas empresas estão apostando nisso?

Bom, as razões são várias e muito interessantes para o seu negócio! Além de gerar valor para sua persona, o Marketing de Conteúdo:

Aumenta o tráfego do seu site

De acordo com a Content Trends 2017, 84,7% das pessoas utiliza o Google para se informar. Ou seja, o seu site é a porta de entrada principal para novos clientes e o Google é o caminho até ele.

Produzir conteúdo relevante é a melhor forma de colocar seu site na primeira página do Google, onde ele sempre será encontrado pelo seu público, e deixar essa porta convidativa para que ele entre.

Prova disso é que as empresas que utilizam Marketing de Conteúdo tem, em média, 2,2 vezes mais visitas em seus sites. E, se você produz mais de 13 conteúdos por mês, esse número sobe para 4,2 vezes!

Gera brand awareness

A produção de conteúdo contribui para que mais pessoas reconheçam sua marca e conheçam os produtos e/ou serviços que sua empresa oferece.

Como já expliquei, as pessoas possuem maior propensão a comprar marcas que lhes são familiares e que lhes agradam.

Um leitor assíduo de seu blog, por exemplo, vai preferir a sua marca quando precisar comprar um produto ou serviço. Afinal de contas, ele já te conhece e você o ajudou diversas vezes com seu conteúdo.

Aumenta o engajamento com a marca

Enquanto o brand awareness aumenta a quantidade de pessoas que conhecem e possuem uma percepção positiva de sua marca, o engajamento busca construir um relacionamento próximo e constante com uma audiência mais seletiva.

Produzindo conteúdo de qualidade, você aumenta as interações das pessoas com sua marca, criando esse engajamento.

O resultado disso são evangelizadores que a recomendam e até a defendem.

Educa o mercado

Muitas vezes, seu público-alvo não entende bem o mercado em que você está inserido, para que servem os produtos oferecidos pela sua empresa etc.

Nesse caso, não desista! Produza conteúdo que responde às dúvidas dos clientes e os ensina tudo que precisam saber para tomar a decisão de compra por si mesmos.

Se o seu conteúdo for realmente de qualidade, você vai quebrar objeções e aumentar a satisfação dos clientes, pois eles chegarão à compra com consciência total do seu produto e como utilizá-lo.

Gera vendas

Aposto que você está pensando: mas Peçanha, toda empresa não quer gerar vendas?

Claro que sim! No entanto, nem sempre esse é o objetivo final do processo de Marketing de Conteúdo.

Aumentar o número de vendas, nesse caso, significa focar sua produção de conteúdo para guiar os leads por todo o processo de compra e prepará-los para a tomada de decisão.

Mas esses são apenas alguns exemplos de objetivos. O importante é que você identifique o seu para direcionar seu planejamento de forma correta.

Impulsiona a geração de leads

Ok, você já tem visitantes no seu site. Mas sem informações sobre eles, você não conseguirá enviar o conteúdo certo para transformá-los em oportunidades e colocá-los em contato com um vendedor.

É por isso que gerar leads é o objetivo principal de 64,7% das empresas brasileiras! E algumas delas já estão conseguindo 3,2 vezes mais leads fazendo Marketing de Conteúdo.

E o melhor: com uma estratégia sólida, que continuará trazendo resultados a longo prazo, gerando tráfego e leads mesmo que você não produza conteúdo regularmente.

 

Aumenta o lifetime-value

Lifetime-value (LTV) é o valor total que um cliente gasta em sua empresa como um todo. Por exemplo: se seus clientes compram em média duas vezes um produto de R$50,00, o seu LTV é de R$100,00.

Todo dono de empresa sabe que é mais barato vender de novo para um cliente atual do que trazer um novo cliente. Então, usar uma estratégia de conteúdo com esse objetivo é uma boa jogada porque mantém o cliente engajado com a sua empresa.

Você pode usar vários tipos de conteúdos no pós-venda, como newsletters exclusivas para clientes, para oferecer novos produtos ou descontos em sua loja.

Reduz o Custo de Aquisição de Clientes

O CAC, Custo de Aquisição de Clientes, é uma métrica que aponta o valor que você investe nas áreas de Marketing e Vendas para conseguir um novo cliente.

Se conquistar um novo cliente é barato, a receita gerada por ele cobre as despesas criadas até ali e ainda dá lucro. Por isso, o objetivo de qualquer empresa é que seu CAC seja o mais baixo possível.

Mas por que eu estou explicando isso? Porque a maioria das empresas ainda mantém um grande time comercial focado em prospecção e injeta dinheiro em mídias pagas para conseguir novos clientes.

Essas ações dão resultado sim, mas também resultam em um CAC alto. Até porque pessoal e propaganda não são nada baratos, concorda?

Com uma estratégia de Marketing de Conteúdo você reduz o CAC fornecendo materiais que acabam com as dúvidas dos clientes na hora da compra e munindo seu time de vendas com e-books, webinars e outros conteúdos que podem diminuir o processo de vendas.

Você ainda pode utilizar o Marketing de Conteúdo para treinar sua equipe de Vendas, melhorar a conversão das suas leads, construir autoridade no mercado etc., só para citar alguns benefícios.

Mas é claro que, antes de colher os benefícios, você precisará de uma estratégia bem definida.

Visão geral de uma estratégia de conteúdo

Um dos aspectos mais negligenciados por quem faz Marketing de Conteúdo é que ele deve se basear em uma estratégia organizada e estruturada para gerar resultados. Entenda agora o que é necessário para uma estratégia de sucesso.

Colocar um blog corporativo no ar e escrever um post quando der na telha não é Marketing de Conteúdo! Longe disso, na verdade.

Marketing de Conteúdo, em geral, é um trabalho em três etapas: planejamento, execução e mensuração. E é isso que eu vou te ensinar a fazer agora.

Planejamento

Marketing de Conteúdo vai muito além de escrever. Na verdade, essa é a menor parte. Antes é necessário definir objetivos, estratégias a utilizar e quais métricas avaliar. Entenda como fazer um planejamento consistente para obter bons resultados!

O planejamento é tudo aquilo que vem antes de começar a criar conteúdo de fato: a escolha de temas, de linguagem, de palavras-chave.

É o momento em que você deixa claro os resultados que deseja obter com a sua estratégia de Marketing de Conteúdo, o caminho que vai traçar para chegar lá e como irá mensurar seu progresso.

Produzir conteúdo sem planejamento é como fazer uma viagem de carro sem um GPS — você pode até se divertir no caminho (principalmente se tiver um carrão), mas provavelmente acabará perdido no meio do nada com um pneu furado.

É por isso que, na etapa de planejamento, nós definimos todos os passos da estratégia de Marketing de Conteúdo da empresa, começando pela persona.

Definição de objetivo e KPIs

Um objetivo claro ajuda seu time a perceber quais métricas devem ser acompanhadas e quais ações devem ser tomadas para melhorar os resultados. Toda estratégia deve perseguir um objetivo que traga benefícios reais para o negócio!

Listei acima alguns dos benefícios do Marketing de Conteúdo para sua empresa e que podem ser utilizados como objetivos:

  • Gerar brand awareness;
  • Aumentar o engajamento com a marca;
  • Educar o mercado;
  • Gerar vendas;
  • Diminuir o custo por venda;
  • Aumentar o lifetime-value.

Esses exemplos englobam boa parte dos casos que vemos no dia a dia. Então avalie quais resultados você precisa atingir no momento atual do seu negócio e qual objetivo te ajudará a chegar lá mais rápido.

Objetivo definido, o próximo passo no planejamento da sua estratégia de Marketing de Conteúdo é definir  seus KPIs, os indicadores-chave de performance.

É essencial que essa definição seja bem feita porque existem dois tipos de pessoas que não sabem se suas campanhas estão performando bem: as que não acompanham métricas o suficiente e as que olham para métricas demais. E as duas geram o mesmo tipo de problema!

No primeiro caso, se você não está medindo nenhum resultado, está andando às cegas, sem saber se o caminho que está seguindo é o correto.

No segundo caso, acompanhar toda e qualquer métrica disponível é possuir uma quantidade enorme de dados, mas nenhuma informação relevante.

O conceito de KPIs são as métricas mais importantes para determinar o sucesso de sua estratégia.

Algumas características de um bom KPI são:

  • Ser importante: na hora de escolher as métricas que serão usadas como KPI, é crucial que elas possuam impacto no alcance do objetivo. Escolher uma métrica de “vaidade” ou só porque possui uma performance melhor nela é perigoso;
  • Ser simples de entender: um KPI não pode ser um índice extremamente complicado. Ele deve ter fácil entendimento para que possa ser compartilhado de maneira clara com todo o time;
  • Ser facilmente mensurável: para que possa ser colocado em contexto e associado a um objetivo, é necessário ser mensurado de forma simples. Um KPI de número de assinantes de e-mail, por exemplo, é facilmente medido e atrelado a uma meta de 10% de crescimento ao mês;
  • Ser capaz de levar à ação positiva: esse é o ponto mais importante. Se a análise de seus KPIs não trouxer atitudes para melhorar a posição da empresa em relação a seus objetivos, você escolheu os KPIs errados.

Definir os KPIs é o próximo passo após a escolha de objetivos, porque eles estão diretamente relacionados. A seguir, vamos mostrar um objetivo e quais KPIs podem ser observados para acompanhar o sucesso:

  • Brand awareness: curtidas no Facebook, seguidores no Twitter, visualizações de vídeos no YouTube, visitas no site;
  • Engajamento com a marca: compartilhamento em redes sociais, número de páginas visitadas no site, baixa taxa de rejeição, comentários em postagens;
  • Educação do mercado: número de páginas visitadas no site, subscribers em sua newsletter e assinantes do feed RSS;
  • Geração de leads: conversões em landing pages, crescimento da base de contatos;
  • Geração de vendas: número de vendas, vendas/ leads;
  • Custo por venda: tempo gasto para efetuar uma venda, número de vendas, CAC (custo de aquisição de cliente);
  • Lifetime-value: tempo de contrato de cada cliente.

E assim por diante.

Então olhe para seu objetivo e reflita: quais métricas vão me mostrar que eu estou no caminho certo para cumprir meu objetivo, sendo as únicas métricas que não posso deixar de monitorar?

Definição de Personas

Um dos pilares do Marketing de Conteúdo é que você não quer atrair qualquer pessoa para seu site. Você quer a pessoa certa, aquela que realmente tem perfil para se tornar cliente.

É por isso que todo planejamento deve ser fundamentado no conhecimento sobre a sua persona, buscando ajudá-la em todas as suas dores e conduzi-la pelo funil de vendas.

O conceito de persona é totalmente diferente do de público-alvo. Enquanto o público-alvo é baseado na descrição de um grupo demográfico que você procura atingir, a persona é uma descrição semi-fictícia do seu cliente ideal.

Semi-fictícia porque o processo de criação de personas passa por entrevistas aprofundadas com seus melhores clientes, na tentativa de identificar traços comuns entre eles e que devem se repetir nos futuros clientes.

Vou dar um exemplo para deixar mais claro, ok?

Vamos supor que o público-alvo de uma determinada marca de xampu pode ser descrito como mulheres entre 20 e 30 anos, que trabalham e estudam e não tem tempo para ir ao salão de beleza cuidar do cabelo.

Mas essas informações não dizem muito sobre as preferências das clientes, como elas pensam ou agem.

Então essa marca entrevistou algumas de suas clientes mais fiéis e traçou um perfil composto pelas características que melhor descrevem sua cliente ideal.

O resultado disso é a persona Joana, uma jovem universitária de 25 anos que trabalha meio expediente como professora particular, gosta de sair aos finais de semana para dançar, preza pela saúde do seu bolso buscando economizar sempre e lê blogs de beleza à procura de dicas práticas que possa replicar sozinha.

Como a persona é mais detalhada, ela te permite ações mais certeiras, como produzir um conteúdo perfeito para ajudar mulheres como a Joana.

Além disso, conhecer sua persona é fundamental para mapear a jornada de compra do seu cliente ideal, o passo a passo que ele segue do momento em que encontra você até a hora em que toma a decisão de realmente comprar.

E é claro que você pode produzir conteúdo que faça sua persona passar mais rápido de um passo para o outro. Falaremos sobre isso agora.

Funil de Vendas e Conteúdo: como encaixar na sua estratégia

O funil de vendas já é usado há muito tempo pelos profissionais de marketing porque é uma maneira simples de ilustrar o processo de vendas, do primeiro contato com o público até o momento em que a venda é efetivada.

Assim como um funil é capaz de receber muito volume no topo mas, no fim, deixa passar pouca matéria; o funil de vendas demonstra que, das muitas pessoas que chegam a você, apenas uma parcela passará por todo o processo e chegará de fato a se tornar cliente.

Essa representação é extremamente importante para classificar em que ponto da conversão um possível cliente se encontra e quais esforços são necessários para levá-lo para a próxima etapa até que ele chegue à decisão de compra.

Tradicionalmente, boa parte do processo de vendas é feito pelo time comercial. No entanto, podemos usar o Marketing de Conteúdo para tornar esse processo ainda mais eficiente hoje em dia, encurtando o ciclo de vendas!

Uma das bases do Marketing de Conteúdo é gerar conteúdo relevante que interesse seu público, promovendo interações e engajamento com sua marca, certo? Mas, trabalhar com Marketing de Conteúdo é, essencialmente, um trabalho estratégico.

Logo, se queremos usar o conteúdo para otimizar o processo de vendas, temos que pensar em conteúdos que ajudem no andamento de cada uma das etapas do funil.

 

Conteúdo para topo do funil

O topo do funil é a etapa do aprendizado e da descoberta.

O público aqui ainda não está buscando soluções para nenhum problema. Muitas das vezes, ele nem sabe que há um problema a ser resolvido e está apenas buscando se informar.

Por isso, o objetivo do topo do funil é atrair a atenção para a descoberta do problema e levar o público para dentro do processo de venda.

Leve em conta que o leitor ainda não possui um relacionamento com a sua marca e entende pouco do seu serviço. Por isso, seu conteúdo deve ter pouca ou nenhuma barreira de consumo e jamais deve ser publicitário.

Crie conteúdos interessantes, que farão com que ele retorne ao seu blog com frequência e se familiarize com sua marca. Isso pode ajudar a trazer o visitante para dentro do funil, levando-o, futuramente, a fechar negócio com sua empresa.

Alguns exemplos de conteúdo que podem ser produzidos para o topo do funil são posts de blog, vídeos, podcasts e ebooks informativos, como guias completos sobre determinado assunto.

Conteúdo para meio do funil

O meio do funil é a etapa do reconhecimento e da consideração.

As pessoas aqui já descobriram que possuem uma necessidade e estão procurando por maneiras de resolver seus problemas. Por essa razão, já é possível criar uma barreira maior para o consumo do conteúdo, como um formulário com mais campos, que irá transformar um interessado em lead.

O conteúdo do meio do funil também é diferente do topo do funil. Posts de blog e conteúdos multimídia continuam sendo uma boa opção, mas devem ter um foco maior em soluções do que em informar.

Por serem uma ótima maneira de se conseguir leads qualificadas, e-books e whitepapers são cruciais no meio do funil.

Webinars, além de ajudarem a sanar dúvidas dos leads, também são uma poderosa maneira de se posicionar como um grande expert na sua área de atuação, colocando sua solução entre as que o leitor está cogitando.

Conteúdo para fundo do funil

O fundo do funil é a etapa da decisão, onde a mágica acontece!

Nesse ponto, as pessoas já estão considerando adquirir seu produto e procuram informações que irão ajudá-las a tomar essa decisão. Então, quanto mais contato e mais informação elas tiverem, mais confiança terão em comprar da sua empresa.

Os materiais de fundo de funil devem ser abertamente focados na sua empresa ou produto.

Depoimentos e cases de clientes são bons exemplos de conteúdos para essa etapa, pois mostram como sua empresa já resolveu problemas semelhantes e pode fazer isso pelo novo cliente também.

Webinars focados no produto e demos de utilização, além de eliminar qualquer dúvida sobre o valor da solução, podem levar o provável cliente diretamente para a compra

Landing pages com ofertas específicas como descontos, trials do produto, dentre outras, também podem ser o impulso final para a venda. Aposte!

Conteúdo para o pós-venda

O pós-venda é a etapa de retenção.

Um dos grandes erros de qualquer empresa é achar que os investimentos em Marketing terminam no momento em que a venda é efetuada.

Se você também pensa assim, saiba que adquirir um novo cliente é muito mais caro do que fazer com que alguém que já tenha comprado com você — e, claro, tenha tido uma experiência positiva — volte a fazer negócios.

E o Marketing de Conteúdo pode ajudar muito para que esse relacionamento com o novo cliente dure. Afinal, sua empresa já possui várias informações sobre ele e pode oferecer conteúdo super personalizado, que o ajude a tirar maior proveito do produto comprado e resolver o problema mais rapidamente.

Vale apostar em blog posts, infográficos, webinars… Qualquer formato que gere valor para alguém que já adquiriu a solução e o mantenha satisfeito com a compra!

Canais

Agora que você já tem uma persona bem estruturada e um funil de vendas traçado, é hora de escolher em quais canais de aquisição de clientes investir. Ou seja, onde você vai distribuir seu conteúdo.

Aqui é importante ressaltar que um bom canal é aquele onde a sua persona está. Não adianta nada postar conteúdo no Twitter se a sua persona sequer conhece essa rede social, combinado?

Além disso, escolha apenas canais aos quais você poderá se dedicar de verdade. É preferível não estar em um canal do que ter uma presença ruim, que só posta de vez em quando e nunca cria um relacionamento de fato.

Dito isso, vamos aos principais canais de aquisição que existem atualmente, suas vantagens e alguns dados:

Blog

Segundo a Content Trends 2017, o blog é o segundo canal mais utilizado pelas empresas, com 64,2% de adesão. Ele perde apenas para os sites institucionais, com 75% da preferência.

Ele é geralmente o alicerce de uma estratégia de Marketing de Conteúdo, porque oferece uma gama de possibilidades, tanto em tipos de conteúdo suportados como em opções para converter os leads e gerar mais oportunidades de negócio.

Mas o maior benefício do blog para uma estratégia é que todo tráfego que você consegue para o blog é seu. Você não fica sujeito a perder toda a sua audiência com um tráfego emprestado de outra plataforma, como acontece nas redes sociais.

Além disso, o simples ato de postar em blog impulsiona o tráfego do seu site. Prova disso é que empresas que publicam posts em blog recebem cerca de 3,7 vezes mais visitas por mês!

Redes Sociais

Hoje em dia é impossível pensar em uma estratégia de Marketing de Conteúdo que não inclua redes sociais. Isso porque os benefícios dessas plataformas são muitos — divulgação da marca, engajamento da audiência, geração de tráfego para o blog e de oportunidades para vendas etc.

Além disso, a procura por conteúdo nas redes sociais cresce a cada ano. Uma pesquisa da Hubspot revelou que, apenas entre 2014 e 2016, o consumo de conteúdo no Facebook aumentou em 57%, no Twitter, 25%, e no LinkedIn, 21%.

Não é a toa que 94,4% das empresas brasileiras estão presentes nas redes sociais, de acordo com a Social Media Trends 2018.

Vídeos

O uso de vídeos em sua estratégia de Marketing de Conteúdo é uma iniciativa poderosa para aumentar a sua autoridade no mercado e educar seu público e que deve crescer ainda mais nos próximos anos.

A previsão é que, em 2019, 80% do tráfego na internet seja de vídeos, segundo relatório da Cisco.

Uma das grandes vantagens do conteúdo em vídeo é que ele é de fácil consumo em vários tipos de dispositivos, como celulares, tablets etc. Além disso, esse formato possui uma alta percepção de valor por quem assiste, ao passo que é mais barato e fácil de fazer do que parece.

 

Materiais ricos

Materiais ricos são peças como e-books, templates e white papers, que possuem um conteúdo ainda mais valioso e informativo do que posts de blog.

Produzir materiais ricos é uma excelente maneira de mostrar que sua empresa é autoridade em algum assunto. Afinal, você tem conhecimento o suficiente para falar sobre aquilo com profundidade e ainda educar o mercado.

Mas o maior valor desses materiais está na sua capacidade de gerar leads e aumentar sua base de contatos.

Pensa comigo: quanto maior o valor percebido por um conteúdo, maior a disposição do público para superar alguma barreira a fim de obtê-lo.

Essa barreira pode ser um formulário de cadastro, por exemplo, que vai te ajudar a obter informações valiosas sobre as suas leads, como se ela já utiliza uma solução como a sua ou não. Pense nisso!

Email

Aqui sempre é importante falar que não, o email marketing não morreu. Pelo contrário, embora seja desacreditado por muita gente, o email é um dos canais com maior ROI (retorno sobre o investimento) em uma estratégia de Marketing de Conteúdo.

Além disso, de acordo com o Radicati Group, o uso de email em todo o mundo atingirá 3 bilhões de usuários em 2020. Ou seja, o email não está nem perto de morrer.

Além disso, ele oferece vantagens muito boas, como a previsibilidade de alcance e o custo baixo, já que você precisa apenas de uma ferramenta e um analista para realizar os disparos e sabe exatamente quantas pessoas receberam, abriram e clicaram na sua mensagem.

Outros

Mas esses são apenas alguns canais que você pode utilizar. Existem empresas que possuem estratégias bem sucedidas utilizando outros, como apresentações no SlideShare, webinars e até mesmo formatos offline, como revistas ou jornais.

Então mantenha-se sempre informado sobre as novidades do mercado e saiba identificar quais novos canais podem realmente ajudar sua empresa a ter bons resultados para não cair na armadilha da Síndrome do Objeto Brilhante.

Só porque algo é novo e está chamando a atenção, não significa que, necessariamente, vai ser positivo para a sua estratégia de conteúdo. Certifique-se de que sua persona está ativa, engajada e que você realmente é capaz de produzir conteúdo relevante para aquele canal.

A verdade é que, sem planejamento e dedicação, o investimento em qualquer canal será um desperdício de dinheiro!

Execução

Com o planejamento em mãos, é hora de realmente pôr a mão na massa! Entenda o que é necessário para colocar sua estratégia em prática.

Várias e várias vezes eu já vi planos de negócios espetaculares indo por água abaixo no momento em que vão ser executados.

Para evitar que isso ocorra, é fundamental não perder de vista o que foi definido na etapa de planejamento e manter a frequência de geração e distribuição de conteúdo.

Entenda também que sua execução deve estar aberta a pequenas mudanças de trajeto em direção ao objetivo final.

Isso pode parecer complicado agora, mas vou explicar passo a passo como conduzir sua estratégia começando pela produção do conteúdo.

Produção de conteúdo

A produção é o coração de uma estratégia de Marketing de Conteúdo, onde todo o seu planejamento toma forma!

Criar conteúdo de qualidade não é uma tarefa fácil e exige investimento de tempo, dedicação e trabalho. Mas, seguindo algumas recomendações, esse processo pode se tornar muito menos trabalhoso.

Alguns dos fatores que devem ser levados em consideração são:

Escolha de palavras-chave

Palavras-chave são termos ou frases que as pessoas utilizam ao realizar uma busca na internet. Elas são o principal peça na hora de fazer SEO (Search Engine Optimization), a otimização de seu conteúdo para aparecer bem rankeado nos mecanismos de busca.

A ideia é que você descubra palavras-chave relevantes para o seu negócio e invista sua produção nessa temática.

Mas lembre-se: seu texto é direcionado a um público e não a um motor de buscas. Nunca atrapalhe a experiência do usuário em favor do Google.

Tamanho e formato do conteúdo

O tamanho e formato de um conteúdo devem variar de site para site. Afinal, o mais importante é entregar valor para o leitor.

Mas existem algumas dicas que podem ajudar a orientar a sua produção, como evitar textos desnecessariamente longos e complicados ou curtos demais e vazios de informação.

Um bom tamanho para começar é 500 palavras, suficiente para responder às dúvidas da persona e longo o bastante para ser beneficiado pelo Google, que tende a favorecer textos mais completos.

Além disso, é importante variar no formato para manter sua audiência engajada. Ofereça infográficos, podcasts e experimente novos formatos para ver o que tem maior aderência com a sua persona.

Vídeos são uma grande tendência e contam pontos no SEO quando comparados à concorrentes que não oferecem esse tipo de conteúdo em seus sites. Aposte!

Escaneabilidade

Trabalhar a escaneabilidade é formatar seu texto para que ele fique atrativo ao olhar.

Antes de ler um conteúdo, todas as pessoas “passam o olho” por ele para ver do que se trata e se vale a pena continuar lendo. Ou seja, elas escaneiam o texto.

Intertítulos, imagens, listas e negritos são ótimos para aumentar a escaneabilidade de um conteúdo por fugirem do padrão do texto corrido.

Como são diferentes, esses recursos chamam a atenção do olhar e informam que aqueles pontos são importantes e precisam ser lidos. Invista!

E não se esqueça de usar frases curtas e parágrafos enxutos. Blocos grandes de texto prejudicam a compreensão da mensagem onde começa e onde termina uma linha de raciocínio.

Revisão

Um texto cheio de erros de ortografia pode acabar com toda a autoridade que você lutou tanto para construir.

Por isso, revise todo conteúdo que produzir, não apenas para encontrar erros, mas para ver se ele se encaixa nos padrões citados acima.

O ideal é esperar algum tempo após a escrita para fazer a revisão, pois se você a fizer logo em seguida, alguns erros que estão debaixo do seu nariz podem passar despercebidos.

Otimização para os motores de busca (SEO)

Com o seu conteúdo de qualidade pronto, não basta publicá-lo. Você precisa otimizá-lo para que ele seja encontrado pela sua persona.

E é aí que entra o SEO (Search Engine Optimization), uma das principais estratégias da metodologia Inbound, que são as práticas de otimização para os motores de busca.

Veja bem, buscadores como o Google e o Bing utilizam algoritmos para classificar todos os conteúdos indexados.

É por meio desses algoritmos que o Google, por exemplo, define que o artigo X é mais importante que o Y e por isso deve ser o primeiro colocado na página quando uma pessoa fizer a busca de determinada palavra-chave.

Quanto mais relevante os motores considerarem o seu conteúdo, melhor colocado ele será no ranking. E estar bem colocado no ranking é fundamental para chegar à sua persona, já que, segundo um relatório do Internet Marketing Ninjas, o primeiro lugar ganha 21% dos cliques!

A mesma pesquisa diz que o segundo ganha 10%, o terceiro apenas 7% e esse número vai caindo cada vez mais. Ou seja, se você não está bem colocado, é quase como se não existisse.

Porém, como algoritmos são lógicos, é possível seguir alguns princípios para mostrar aos buscadores que o seu conteúdo é realmente relevante.

O principal deles é a presença da palavra-chave ao longo do texto de forma orgânica. Ou seja, não a repetição frenética da palavra-chave, mas variações dela que se aproximem à linguagem falada.

E não só a presença da palavra-chave organicamente no texto, mas também no título, na URL, na meta-descrição, no alt-text da imagem.

Mas esse é só o principal fator. Existem muitos outros como: links de sites com domínio forte, site otimizado para mobile, autoridade da página, etc.

 

Divulgação de Conteúdo

Por mais que o Google seja um buscador eficiente, você não pode contar apenas com ele para que seu conteúdo seja encontrado.

É preciso colocá-lo à vista de todos, levando-o até seu público e incentivando as pessoas a lerem esse trabalho que você vem desenvolvendo com tanta dedicação.

Uma promoção de conteúdo eficiente influencia diretamente nos resultados da sua estratégia. Portanto, não a deixe em segundo plano e nem poupe esforços em torná-la cada vez melhor!

Separei dois canais de divulgação que são interessantes para qualquer estratégia de Marketing de Conteúdo. Confira:

Redes Sociais

Como já expliquei nesse guia, as redes sociais são um importante canal de aquisição de clientes. Para você ter uma ideia, 92% dos profissionais de marketing dizem que as mídias sociais são importante para seus negócios (Social Media Examiner).

Mas divulgar o conteúdo que você está produzindo vai um pouco além de somente postar um link no Facebook. Até porque talvez você nem precise estar no Facebook.

Para conseguir resultados por meio das redes sociais, você precisa fazer parte somente das redes em que seu público está presente. Se sua persona não está no Facebook, você não tem razões para distribuir conteúdo lá, concorda?

Outro ponto importante é entender que cada um dos ambientes em que você publica seu conteúdo conta com públicos e expectativas diferentes. Conheça o tom a ser usado em cada rede social, quais formatos fazem mais sucesso e o que as pessoas desejam ler em cada uma delas.

O Twitter, por exemplo, é uma rede mais dinâmica, que pede textos curtos e aceita linguagem informal, memes, conteúdo interativo. Já o LinkedIn pede que você seja um pouco mais formal, compartilhando apenas conteúdo relevante para o seu mercado e deixando as brincadeiras para outras redes.

Email marketing

O email é um poderoso canal para promoção de conteúdo porque você entrega diretamente para o usuário e consegue acompanhar seu engajamento.

A maneira mais comum de divulgar conteúdo por meio de email marketing é com o envio de newsletters, compilados com os principais conteúdos produzidos pela sua empresa dentro de um espaço de tempo determinado por você.

Mas você também pode fazer disparos específicos para cada momento da jornada de compra do cliente, oferecendo conteúdos que o ajudarão a avançar pelo funil, como ebooks e outros materiais ricos.

Também é possível divulgar conteúdo nos fluxos de nutrição, workflows de emails baseados no comportamento do usuário, engatilhado por um evento específico, como o download de um e-book, por exemplo. Basta recomendar nos emails do fluxo alguns materiais complementares ao conteúdo que serviu como gatilho.

 

Geração de leads

Como você já aprendeu no tópico sobre funil de vendas, o volume de pessoas que chegam aos conteúdos do topo é alto, mas precisamos colocar essas pessoas para dentro do funil onde podem ser trabalhadas para se tornarem oportunidade.

A esse processo de colocá-las dentro do funil damos o nome de geração de leads.

Leads são pessoas que demonstraram interesse pelo seu conteúdo a ponto de oferecer informações como email e telefone em troca dele.

Elas são importantes para uma estratégia de Marketing de Conteúdo porque, a partir do momento em que você tem informações sobre uma pessoa, pode enviar conteúdo personalizado para fazê-la andar no funil mais rapidamente.

A maneira mais efetiva de gerar leads é criando pontos de conversão no seu blog. Esses pontos podem ser formulários, onde o visitante cadastra seu email para receber uma newsletter, por exemplo; ou landing pages, nas quais ele responde a campos personalizados em troca de uma peça de conteúdo específica.

Tudo com o objetivo de construir uma grande base de leads prontas para serem nutridas, como explicarei a seguir.

Nutrição de leads

Com as leads na sua base, é preciso trabalhá-las para que elas sigam para a próxima etapa do funil e estejam cada vez mais preparadas para serem abordadas pelo time de vendas.

A melhor maneira de fazer isso é através do que chamamos de nutrição de leads. Isto é, “alimentar” suas leads com conteúdo de maneira a obter cada vez mais informações sobre elas, ao mesmo tempo em que aumenta o interesse e o conhecimento sobre sua empresa.

Geralmente fazemos isso através do envio programado de e-mails, com o intuito de educar a lead, melhorar a percepção da sua marca para com ela e guiá-la até o momento da compra. Cada novo e-mail qualifica um pouco mais a lead em relação ao e-mail anterior.

Essa sequência de emails, chamada de fluxo de nutrição, deve ser baseada em algum evento ou característica que identifique esse público: o download de um material, o preenchimento de um formulário, a quantidade de funcionários, dentre outros.

Para criar bons fluxos de nutrição são necessários vários testes. Se esse processo for feito de maneira eficiente, os resultados serão claros — e é sobre resultados o nosso próximo tópico.

Mensuração

Agora que você já sabe como planejar e executar, vamos aprender a mensurar a efetividade das suas ações! Essa parte é delicada e merece atenção extra na escolha das métricas para realmente entender os resultados obtidos.

A análise dos resultados é um dos momentos mais delicados de toda a estratégia de Marketing de Conteúdo. É por meio da mensuração que você vai descobrir o que está funcionando e o que não está, e assim fazer as correções de percurso que falei lá no comecinho desse guia.

A maior vantagem do Marketing Digital sobre as outras mídias é que nele possível acompanhar os KPIs em tempo real e alterar estratégias rapidamente para evitar grandes perdas. Coisa que você não consegue fazer em um comercial de TV, por exemplo.

Além disso, como é possível rastrear todos os passos de um visitante, saber exatamente quantas oportunidades de negócio foram geradas com um conteúdo, quais canais estão gerando mais leads, você consegue saber exatamente qual retorno sua estratégia de Marketing de Conteúdo está trazendo para a empresa. Então vamos lá?

Frequência de mensuração

Cada métrica tem uma frequência ideal de mensuração. Algumas são diárias, algumas semanais e temos métricas até mesmo semestrais.

Para saber a frequência ideal de acompanhamento, é preciso conhecer bem cada uma delas e descobrir o tempo de coleta de dados ideal para obter relevância estatística.

Por exemplo, checar o custo de aquisição de clientes (CAC) diariamente é desnecessário, já que esse número tende a ser mais estável e são necessárias muitos acontecimentos para provocar uma mudança relevante.

Mas checar o tráfego do seu site nessa frequência pode fazer sentido, pois uma queda de apenas algumas horas pode significar um impacto enorme em todo seu funil de vendas.

Uma boa maneira de descobrir a frequência ideal de mensuração é fazendo benchmarking com empresas parceiras e especialistas do mercado. Experimente!

ROI do Marketing de Conteúdo

O ROI é uma das métricas mais importantes para toda estratégia de Marketing de Conteúdo e, provavelmente, a métrica mais amada pelo chefes e pelos diretores. Ele é usado para medir a eficiência de um investimento, expresso através de porcentagem.

Para calcular seu ROI, basta pegar o que você ganhou em uma ação menos o quanto você gastou e dividir pelo quanto você gastou. É uma medida bem simples de trabalhar que serve para dar uma noção geral da performance de qualquer tipo de investimento.

Uma das maiores dificuldades no cálculo de ROI é entender o conceito de “valor gerado”, uma vez que o Marketing de Conteúdo possui objetivos variados, alguns de longo prazo e difícil mensuração direta.

Entretanto, ele é extremamente útil em especial com objetivos “mais concretos”, como o número de clientes conquistados ou a renda obtida em um determinado período. Não deixe de acompanhar.

Ferramentas

Como você viu, uma estratégia de Marketing de Conteúdo exige muito trabalho de todos os envolvidos! Mas existem maneiras de facilitar a rotina desses profissionais sem descuidar dos processos e mantendo o olho em todas as métricas importantes.

Felizmente, contamos com várias ferramentas completas e eficientes no mercado. Essas plataformas podem te ajudar a medir os resultados de uma estratégia de Marketing de Conteúdo, automatizar processos e aumentar o volume de conteúdo criado e divulgado pela sua equipe.

Quer conhecer algumas? Eu separei para você as ferramentas mais conhecidas e acessíveis em algumas categorias.

Ferramentas para blog

Muito mais do que escrever e postar textos, cuidar de um blog exige que você crie uma estrutura de navegação, modere os comentários dos visitantes, melhore o layout (aparência) do seu blog, acompanhe dados de acesso e muito mais.

É por isso que todo profissional de blog precisa de um Content Management System (CMS) — em português, um sistema de gerenciamento de conteúdo.

Algumas opções são o Joomla, o Drupal e o WordPress, o CMS mais popular do mundo.

Ferramentas para SEO

Para quem trabalha com SEO, os desafios são: fazer pesquisa de palavras-chave, encontrar oportunidades de rankeamento, realizar otimizações que podem levar um conteúdo à primeira página e monitorar a concorrência.

Algumas ferramentas úteis para isso são o SEMRush, o Ahrefs, o BuzzSumo e o Keyword Planner do Google.

 

Ferramentas para mídias sociais

O gerenciamento de mídias sociais é um trabalho que precisa de ferramentas que permitam o agendamento de postagens em várias redes, o monitoramento do alcance e engajamento da audiência com essas postagens e ainda gerem relatórios de resultados.

Algumas opções nessa área são o Buffer, o Hootsuite, o SimplyMeasured e o Quintly. E também existem outras específicas para algumas redes sociais, como o Postgrain (antigo Instamizer) para o Instagram, o Fanpagekarma para o Facebook e o Commun.it para o Twitter.

Ferramentas de automação

O profissional responsável pela nutrição de leads precisa escrever e disparar emails, segmentar a base de leads, criar de fluxos e muito mais.

Fazer esse trabalho sem uma ferramenta é impensável! Mas existem opções muito boas no mercado, que dão conta de boa parte desse trabalho.

As opções mais conhecidas e recomendadas são a Hubspot, a RD Station e o MailChimp.

Ferramentas de monitoramento

Todo profissional de Marketing precisa monitorar o desempenho da sua estratégia. Existem várias ferramentas que ajudam nessa tarefa, inclusive as já citadas.

Uma ferramenta de monitoramento essencial é o Google Analytics, pois traz os números por cada canal de aquisição de tráfego do seu blog — tráfego vindo de email, tráfego vindo do orgânico, tráfego de social…

Outra muito boa é o Power BI, que centraliza todas as métricas do seu Marketing e oferece a visualização de dados de forma interativa, o que proporciona mais insights.

As opções são muitas, mas o que torna uma ferramenta realmente ideal é suprir as necessidades da sua empresa!

Tudo vai depender dos números que você precisa monitorar. Então identifique primeiro os números que você precisa analisar e depois escolha a ferramenta de monitoramento.

Qual a diferença entre pirâmide e marketing multinível?

Você sabe qual é a diferença de pirâmide e marketing multinível? Não compreender bem as particularidades de cada um pode fazer com que você rejeite oportunidades para conseguir renda extra.

Neste post, vamos explicar o que é marketing multinível. Além disso, vamos falar sobre os perigos da pirâmide financeira e como você pode descobrir eventuais golpes. Acompanhe:

O que é marketing multinível?

O marketing multinível (MMN) é uma alternativa ao emprego formal que já está disponível há muitos anos.

A história do método pode ser contada a partir dos anos 1960. Nessa época, surgiram os primeiros modelos do que hoje podemos chamar de marketing multinível.

A sua forma de atingir, penetrar e cobrir o mercado é legítima e possui características bem peculiares.

No Brasil, diversas empresas sérias e honestas utilizam essa estratégia. Bons exemplos do modelo são as famosas empresas AmwayMary Kay e Jequiti.

Herbalife, por exemplo, já tem mais de 4 décadas de atuação no mercado e vende produtos para vida saudável, como shakes e barras de proteínas.

Embora já tenha sido alvo de muitas denúncias, a corporação faz parte da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas​ (ABEVD).

Uma das principais características é a forma com que os indivíduos se articulam. O modelo visa estimular as pessoas a formarem redes de indivíduos que comercializem determinado produto em diversos níveis.

Assim, há uma configuração hierárquica em que um vendedor monta uma equipe que está abaixo dele. Essas pessoas também montam equipes, e assim sucessivamente.

Assim, é um modelo de venda direta. Isto é, relação pessoal entre o vendedor e o comprador. Esse comércio está submetido às regras da ABEVD.

A receita dos vendedores possui 2 origens:

  • venda dos produtos para consumidores que não pertencem à rede;
  • e porcentagem de novos e de antigos filiados ao sistema.

Quanto mais o indivíduo cresce, menos ele precisa das vendas diretas e mais se dedica ao treinamento daqueles que estão abaixo hierarquicamente.

Os vendedores conseguem entrar mais facilmente na casa das pessoas. O motivo é simples: eles já possuem conexões pessoais e profissionais para divulgar os seus produtos.

Além disso, o distribuidor tem fácil acesso aos fabricantes e pode controlar a sua equipe mesmo a distância — tudo isso com baixo custo e com velocidade na troca de informações.

Outra vantagem é o fomento de ações empreendedoras. De um lado, as empresas podem divulgar e espalhar mais facilmente os seus produtos; por outro, os indivíduos podem começar a empreender mesmo com pouco dinheiro e formar a sua rede de revendedores.

Além disso, a comunidade pode se desenvolver socialmente em locais cujos canais tradicionais não a alcança. Assim, mais dinheiro pode circular a partir da compra e da venda dos produtos.

O problema, porém, acontece quando pessoas tentam utilizar métodos com má-fé. Cria-se, assim, as pirâmides financeiras — que são ilegais no Brasil.

Por isso, devemos diferenciar o verdadeiro marketing multinível das pirâmides e não cair nas suas armadilhas.

O que são as pirâmides financeiras?

As pirâmides são um sistema fraudulento que normalmente é disfarçado de marketing multinível.

Como o disfarce pode ser bem-feito, não é tão fácil diferenciá-lo no início. Por isso, é necessário ter atenção e procurar por indícios que possam demonstrar a farsa.

O assunto é tão grave que o Ministério da Justiça lançou uma cartilha para auxiliar o consumidor a reconhecer sinais da prática e não cair em golpes. Além disso, diversos casos já são investigados pelo Ministério Público.

O termo é derivado da própria ideia de uma pirâmide. As pessoas que estão no topo são sustentadas pelas demais. Desse modo, o pagamento dos investidores é proveniente de novas aplicações.

Nas pirâmides financeiras, o lucro é obtido principalmente do recrutamento de novos participantes da rede.

Há também a venda de produtos. Porém, nesses casos, eles são apenas disfarces para manter o negócio em funcionamento.

Sendo assim, a aquisição só é útil para que o vendedor ingresse no sistema ou tem um fonte obscura.

Em um determinado momento, o número de pessoas necessário para que a rede continue rentável para todos os participantes passa a ser irreal.

Assim, tal modelo não consegue se manter em médio nem em longo prazo. Os que aderem ao sistema mais tarde não conseguem encontrar novos revendedores.

Nesse ponto, podemos dizer que o sistema está saturado e entrou em colapso. Aí está o grande problema: os valores recebidos a partir dos novos recrutados não são suficientes para manter toda a cadeia.

Então, os pagamentos sofrem atrasos e, por fim, deixam de ocorrer e diversos participantes ficam no prejuízo.

Como descobrir possíveis fraudes?

Como você pode notar, nos esquemas de pirâmide, sempre existirão pessoas que não terão lucro ou que ficarão “a ver navios”.

Na hora de avaliar uma oportunidade denominada como MMN, faça algumas perguntas para determinar se o negócio é legal ou não:

  • o produto vendido é real, possui uma verdadeira demanda e soluciona realmente algum problema dos clientes?
  • existiria potencial para venda em outros locais e com outros métodos?
  • as margens de lucro dos produtos e o tempo para obtê-lo são razoáveis, levando em consideração os outros tipos de negócio, ou parecem ser lucrativos demais, parecendo ser irreais?
  • a entrada do dinheiro acontece principalmente pela venda dos produtos ou pela entrada de novos vendedores no negócio?
  • para entrar no negócio, é necessário efetuar uma compra?
  • se não estiver contente com o produto, ele pode ser devolvido ao distribuidor ou necessariamente precisa ser recomprado?
  • o valor para adesão ou para se tornar um revendedor está na faixa de outros produtos da mesma categoria?

Vale lembrar que essas perguntas devem ser respondidas em conjunto. Assim, apenas uma resposta negativa não é suficiente para avaliar se o sistema se trata de um golpe.

Lembre-se também de pesquisar sobre os negócios na internet. Outras pessoas interessadas podem já ter encontrados indícios de fraude e ajudá-lo em sua avaliação.

O mais importante é não acreditar na possibilidade de ganhar dinheiro fácil e sem esforço. Essa ideia é a força motriz desse modelo.